PORTUGAL E AS REPÚBLICAS NO 5 DE OUTUBRO
DE 2013
SENHORAS E SENHORES
MEUS EXTREMOSOS AMIGOS!!!
Ao
ser este ano de 2013 comemorado o centésimo terceiro aniversario da implantação
da primeira República no País uma coisa sobressai desde logo:
-Que os ditos e chamados intrépidos do 5 de Outubro de 1910,
foram, antes demais e de tudo, verdadeiros demagogos, de gargantas soltas,
suadas e afiadas no maquiavelismo de vociferar toda a espécie de
impropérios a que os bofes da
eloquência davam uma convincente e
falsa guardiã impressão de verdade; os
"impolutos" de 1910, que amavam muito mais os ideais do que as
pessoas em concreto (será que se batiam por ideias ou, encarniçadamente queriam
poder e tudo o que este propicia, desde a importância financeira até ao domínio
do lupanar politico?), esses impolutos, salvo algumas excepções, esses homens de
há um século nunca se entenderam e sempre puseram na rua intermitentes guerras
civis que, quando hoje analisadas, levam à verdade insofismável de que se
tratava de bandos fanáticos onde a honra não existia mas o golpe de ancas treinadas com destreza
fazia a batuta movida por mãos malabaristas e por bocas ardorosas na palavra
deitada aos ouvidos de um povo analfabeto, carente e sem cultura!
São,
pois, os arautos, os baluartes de 1910 que levam á materialização da golpada
militar do 28 e Maio de 1926 e à instalação da ditadura com o apoio de grupos
católicos das direitas mais retrógradas, reaccionárias e revanchistas, dos
latifundiários mais abjectos e dos comilões mais ferozes-obrigados estamos
ainda hoje, grata a historia contemporânea fica e verga o seu dorso largo e
possante a esses senhores para prestar guarda de honra ao cortejo fúnebre que
continua a desfilar ante a nossa reface e desafortunada indiferença colectiva…
Foram,
portanto,16 anos de crimes continuados, useiros e vezeiros em liquidar os mais
válidos e em promover os mais lixosos!
Na
verdade, a primeira República, logo que triunfante, assinou um divórcio
insanável, liminar e definitivo com o País em nome do qual e pelo qual fez, na
Rotunda, pelas mãos do destemido e generoso Machado dos Santos a Revolução
triunfante em nome da Paz, do Socialismo
e da Liberdade-Machado dos Santos, esse puro, esse ser humano valoroso como
Fernando Salgueiro Maia ao enfrentar os canhões inimigos-Machado dos Santos,
ele, alguns anos depois assassinado com o Presidente do Ministério, António
Granjo, eles, os valorosos, trucidados na chamada "Noite Sangrenta"!
A
primeira República, mal acabada de implantar e gritada das varandas dos Paços
do Concelho de Lisboa, em apoteose delirante, gerou em todo o País as mais
patéticas avalanches reivindicativas populares que foram estraçalhadas pela
violência das armas do Partido Republicano Português do prolixo legislador Afonso
Augusto da Costa, o torcionário Professor da Faculdade de Direito da
Universidade de Coimbra que também foi o autor
da "Formiga Branca", a policia politica da nova ordem
Republicana-Afonso Costa, o trauliteiro, aquele que depois se exilou em Paris
para fugir á sanha saída de 1926 e, aí, vir a fazer uma advocacia de primoroso,
cuidado e requintado luxo. Espantoso
Afonso Costa!
Mas
que queria o povo, por exemplo o povo das terras Alentejanas para ser
brutalmente espingardeado pela Guarda Nacional Republicana, que queria ele?
Ah!-queria apenas matar a fome, mais pão, mais trabalho e ser mais feliz e em
troca recebia tiroteio, cadeia e ainda mais fome!
A primeira República foi essencialmente um crime organizado, ensaiado e perpetrado
por algozes excitados, maníacos, falsários de falas como brasas feitas de
incendiados patriotismos provincianos, de barriga prenha, de barrigas prenhas
para parir truculência gratuita e populistas promessas enganadoras, semeando
ódios e…
meus senhores, para preparar o terreno à segunda República,
a corporativa, a nazifascista Salazarista-Caetanista que todos nós vivemos lá
vão já trinta e nove anos, institucionalizada em 1933 pela promulgação da
respectiva constituição de inspiração católica com conteúdos doutrinários sociais de Leão
XIII e politicamente inspirada no
fascista Charles Maurras, germanófilo, anti-semita e em outros a quem Salazar
rendeu preito rasgado de homenagem e reconhecimento pela formação ideológica recebida,
como António Sardinha, o cabeça de cartaz máximo do Integralismo Lusitano.
E,
assim, Salazar aparece na arena constitucional, uma extensão e sucursal da
tourada do 28 de Maio-aparece providencial e sacrossanto, determinado por
decisão divina e anunciado pela dignidade cardinalícia chamada Manuel Gonçalves
Cerejeira e por ela apadrinhado, ungido e abençoado em nome de Deus para salvar
uma Pátria que se estendia desde o Minho verde a Timor das montanhas
escarpadas, um País completamente desconhecido por esses novos arautos do bem
comum que, a exemplo dos antepassados, tinham na mão esquerda a bíblia e na
direita o benzido garrote!
Salazar
aparece, aparece imbuído de paternalismo exclusivista, aparece como messiânico
obreiro da segunda Restauração por muitos anos adiada-a primeira tinha sido em
1640.
Salazar
assoma-se à janela da sua "amada" Pátria servindo-se das carências
dos analfabetos e de todos os que queriam ser detentores de um ilusório e falso
poder- o capataz hortelão de Santa Comba dava ossos tuberculosos a miseráveis
depauperados ou a canalhas mais conscientes, todos prostituídos nesse alcoice
luético chamado "Estado Novo".Mas também oferecia benesses de outra
monta a quem, cursado, se dobrava em genuflexões subservientes para aplaudir,
teorizar e justificar o execrável regime de escravidão, mentira e crime no
corpo e na alma do Povo Português!
A
história desta segunda República teocrático-fascista conhecemo-la nós de
sobejo--a Policia Politica com a sua metodologia repressiva de sistemática
destruição de almas e corpos com recursos à barbárie de aplicação de toda a
espécie de atentados físicos, psicológicos, morais, culturais e patrimoniais
impiedosamente executados por frios carrascos da administração industrial de
abate, sincopados como um movimento pendular cego dos relógios da morte lenta
premeditada, os tribunais plenários com juízes comprados e vendidos no mercado
tramposo do regime, as medidas de segurança que remetiam o "culpado"
para indeterminados tempos de cadeia às discricionárias e apetitosas
"volúpias" dos esbirros, a sombra tentacular da fome, da miséria e da
doença, do abandono e da exclusão, a bufaria deste País infectado, as mulheres
sem maridos mais os filhos sem pais, essa miserável guerra colonial que nos
roubou namorados, amantes desde a escola e amigos desde o nosso berço de leite
deixando um rasto de dor, amargura e ódio, sim, ódio, Salazar-Caetano deixaram
ódio no nosso coração, Salazar -Caetano fizeram de nós uma Pátria de assassinos
com milhares de mortos, estropiados e doentes para o resto da vida nesta terra
Portuguesa dobrada como um vime te tristeza, como escreveu o Poeta, sim, vime
de tristeza, nesta terra de Portugal vista de muito longe pelo monóculo míope
do velho camponês de Santa Comba Dão, o "puritano"de conhecidas e
infelizes amásias, sim, para ele o País foi uma horta de semeadura de
podridões e um patíbulo onde se sacrificaram muitas mulheres
e homens das mais diferentes origens e dos mais dispares credos!
Senhoras e Senhores,
meus bons amigos!
Salazar
foi um criminoso requintado e não um Português, o maior de sempre como nos
disseram certo canal televisivo em resultado de um concurso destinado a imbecis
pré fabricados, a analfabetos e manipulados pelos mass media das
horizontalidades dos grandes universos numéricos das competitivas audiências,
lembram-se?
Caetano
foi outro criminoso, de vistas curtas, que se exilou no compadrio da Ditadura
Militar Brasileira enquanto aqui fez sempre o papel de sabujo conveniente e de
tolerado útil!
Amigos,
Que
estamos aqui a fazer neste 5 de Outubro de 2013? Que estamos a fazer aqui? -
Penso que nada fazemos aqui hoje em nome do 5 de Outubro de 1910 a não ser
prestar homenagem ao Povo Português esmurrado por Afonso Costa e aos
assassinados da primeira República tanto nas suas emboscadas politicas como
para reprovar a participação deste Pais na Primeira Guerra de 1914-1918, que
foi mais uma obra republicana vital de "acendrado" e "nobre"
patriotismo- nada fazemos aqui hoje em nome dessa data!
Estamos aqui, isso sim, estamos pelo 25 de Abril de
1974 aqui, aqui irmanados pelos mesmos interesses, os interesses que nos
suscitam esta terceira República que caminha aos tombos como um navio
abalroado- estamos aqui porque o 25 de Abril acontece nesta outonal vivencia da
nossa escavacada terceira República!
Antigamente
o 5 de Outubro era um pretexto para agitar aquele pantanoso viver de pestes
feito com cargas policiais em resposta, mas hoje o nosso 25 de Abril, que
acontece em Outubro, agora mesmo, serve para repudiar trapaceiros descarados e
declarar guerra aberta a gatunos engravatados e a criminosos que andam à solta
e se passeiam neste País em ruínas.
Na verdade é catastrófico o estado do nosso
Estado politico, social, civi-
co, cultural, humano, de aberrações e desequilíbrios ao mais
baixo nível, é ruinoso o nosso Estado e traduz bem a baixeza dos
comportamentos, a vileza da desagregação das honestidades e o total desprezo
pela dignidade a que tem conduzido as
impopulares medidas praticadas pelo governo actual usando indevidamente
o nosso Bilhete de Identidade Colectiva, a paz das nossas casas e dos nossos
familiares e amigos.
Hoje
a terceira República é um ninho de milhafres, uma barbacã pestilenta onde se
acoitam cavilosos malfeitores, um charco de sujidades sem a virgindade azul dos
tranquilos lagos onde as crianças brinquem e os adultos as possam admirar com
serenidade. Hoje, Portugal é um aborto, um nado morto velado à lamparina
remelosa de todas as manifestações da soez oficialidade governamental, dessa
emporca-
lhada malfeitoria que se chama roubo, mentira e desvario
politico- Portugal é agora a voz altiva da ladroeira que soa mais alto do que o
silencio das chagas vivas daqueles que permanecem amodorrados pelo narcótico
injectado nas suas veias, nas suas veias, naquelas que jorraram sangue puro em
toda a Historia Portuguesa e agora o vertem, de vagarzinho, muito devagar para
que o prolongamento da vida ainda possa assistir à derrocada final da criminosa
governação PPD-CDS- Portugal é hoje a expressão fiel de um certo oportunismo de
imundícies, bem caracterizado, económica, financeira e politicamente enodoado
por moços de fretes dos banqueiros e dos mercados agressivos do nosso tempo nesta
mundialização que tem o pior dos sentidos e o mais asqueroso dos significados
ou seja, a exploração sem fronteiras e o desplante sem qualquer moral
frenadora- Portugal continua a ser, nesta terceira República, um incesto que
fabrica tarados de lupanar e monstros sem rosto ou de cara esquálida sem
expressão humana.
Portugal
é uma mancebia entre a agonia e a morte num estado em destroços!
Não
basta afirmar e provar que a recessão é um facto e a consequência da globalização do uso indevido do dinheiro
das economias estatais e das poupanças de privados, já não chega nada mais
quando se permite a falência técnica dos patrões carnívoros, malabares prestidigitadores
e se permite que estes transfiram as suas empresas para países de mão de obra
barata ou onde o pagamento de impostos é menor, já é tarde para continuar a
mentir e a enganar, explorando a boa fé e trucidando as dignidades- é a hora de
matar, é a hora de fazer o funeral ao Pais! E fazem-no ao preço mais barato dos
cangalheiros oficiais enriquecidos e ao mais caro para as inocências e misérias
atrozes daqueles que gemem porque são os mais desvalidos e fracos!
Quem
os defende?
Meus Senhores!
Já
não é urgente demonstrar que o capitalista banqueiro, cada vez mais enriquecido
porque é ele o patrão que financia outros patrões da mesma laia que tudo
vendilham, já não é novidade que o capitalista actual como o do passado,
trafica os filhos, faz da sua mulher um objecto venal, da mãe uma meretriz a
qualquer preço como mercadoria rentável, vende tudo sem remorsos, sempre, em
nome do seu deus milhão- já não é novidade. Já não é novidade que a actual
governação está a soldo de inomináveis nojentos e de bandidos de voz melosa,
não é mais preciso demonstras que os documentos swaps são destruídos para
encobrir a gatunagem!
Queridas Senhoras e Senhores-
Meus Companheiros!
Como
a exemplo das anteriores Repúblicas que tiveram os seus lacaios e caciques, os
seus eunucos, os seus trauliteiros e mercenários que defendiam e defendem o
dono com a lambidela da mão e a dentada na pele do outro, sempre que precisa, a
República pós 25 de Abril, a que vivemos hoje, em 2013, essa tem a moderna
agressão neoliberal com os seus doutores e gestores saídos das universidades
mais rascas, gentalha do pior cariz, nariz erguido a cheirar o dejecto saído do
rabo do dono para mascar, cauda entre as pernas, lampeiros, a bosta, o
rebotalho, o bagaço que sobra. Estes são os intermediários do execrável governo
PPD-CDS, assassino dos Portugueses em
nome da República, pela lei democrática e pela grei, em nome da família
Portuguesa e de Deus misericordioso, pela conformada servidão, em nome da
paciência!
Na
verdade deve ser afirmado que este governo, sendo fantoche porque a soldo de
vários cordelinhos puxados de diferentes latitudes, nunca desempenhou um papel activo na governação do Pais, tendo
sempre feito uma careta hipócrita cénica à boca da ribalta politica senão não
se lhe podia chamar cínico nas variadíssimas representações do teatro Nacional
e Internacional- na verdade este governo tem e teve a integrá-lo sempre figuras
de cordel, inqualificáveis bufões de ridículo frenesim psicótico que são
capazes de fazer chorar a plateia somente porque o seu papel é de
contrabandistas vestidos de "seriedade", perfumados com cheiros
estonteantes que intoxicam e maquilhados nos camarins das amantizações como
rameiras delidas, lábios virginalmente falsos, pés que pisam elegantemente o
palco mas de almas devassas e sidosas que animam as figuras burlescas desta
nova Comédia Dell'Arte Portuguesa, onde os Arlequins nacionais cantam a balada
da trapalhice e as falsárias Columbinas os trocam facilmente por Pierrots de
conveniência!
Efectivamente
este governo PPD-CDS é um atentado à integridade nacional, um apêndice
apodrecido da democracia e, mais do que tudo, um governo carniceiro que tem
morto os Portugueses nos abatedouros industriais colectivos do sacrifício
inglório e da carnificina deliberada!
Efectivamente
o governo PPD-CDS é um crime de holopatia orgânica PPD-CDS, um retrato
fidelíssimo de sociopatas e a meta almejada como produto final fidedigno da
administração e do marketing endoidecidos de toda a negação humana e politica
em Portugal de 2013.O governo PPD-CDS é, pois, o maior crime colectivo da
genealogia constitucional da Nação desde 25 de Abril de 1974 em legalidade
democrática e em liberdade politica. Mas isso não justifica que o possamos
suportar quando a politica passa a ser um crime e a democracia toma foros de
jurisprudência aberrante!
Todos
os dias vemos, ouvimos e lemos, como escreveu a Sofia de Melo Brayner Andersen
e cantava o Francisco Fanhais, vemos, ouvimos e lemos noticias de roubos de
capitais por agentes governamentais que enriquecem pelo logro e pela mentira,
diariamente se descobrem intrujões do governo, outros ligados à administração
publica, outros das varias parcerias púbico privadas, outros que, tendo estado
no governo ou governos, são ou foram grandes chupistas do sangue do País- um
exército de gatunos, uma chusma de corrompidos, um bando de flibusteiros sem
credito ou qualquer moral. Este é hoje um Pais da ratonice de falcões velozes e
de gaviões que operam em espaços curtos- um Pais empobrecido economicamente,
financeiramente, moralmente exaurido de novos valores cívicos de cidadania,
hoje somos um espaço ensolarado para turista, uma coutada retalhada às postas
onde a celebre expressão de Cambronne, ou seja MERDA, corre a céu aberto das
bocas e dos comportamentos dos actuais governantes PPD-CDSs!
Na
verdade crua e desnudada de quaisquer fantasias Portugal mostra-se hoje com uma
mão á frente e outra atrás, retalhado às postas e vendido ao desbarato, cheio
de negociantes inescrupulosos que convidam para discípulos outros mixordeiros
do pior jaez que continuam a estraçalhar e a desmoralizar os Portugueses.
Portugal
do PPD-CDS é hoje um ultraje, um gargalho da depravação cuspido no rosto de
Portugal - a politica PPD-CDS é criminosa, desavergonhada, oportunista, é a politica
dos vampiros e dos bêbedos do poder que têm orgasmos espúrios no deleite
doentio da insensatez com que espoliam os restos que ainda sobram do tutano
Nacional.
Assim,
as cargas fiscais do "inteligente" verdugo Vítor Gaspar, o autista, o
incompetente, o ranhoso, o neurótico larapio, o que em nenhuma previsão
acertou, os salários muito baixos e as reformas diminuídas e taxadas, a
extinção de empresas, o aumento galopante do desemprego, a avalanche migratória
de inteligências e de braços de trabalho, o crescimento da marginalidade, a
velhacaria e a estultícia de Paulo Portas, adestrado manejador da e na
"arte"da estocada desde os velhos tempos do "Independente" com
os vários escândalos que o envolvem, os casos Relvas, Maria Luís Albuquerque,
Rui Machete, o violino da banda, Assunção Esteves que tem mensalmente cerca de
dez mil euros e se atreveu chamar nazi a quem, na Assembleia da República, das
galerias destinadas aos cidadãos, se manifestou, Assunção Esteves, a reformada
aos 42 anos do Tribunal Constitucional onde trabalhou dez anos, toda a ganga
que esta politica PPD-CDS produz é, afinal, o resultado da sua não participação no processo de cidadania de
que os governantes deviam fazer a mais elevada e sensível pedra de toque da
elevação da própria governação, mas o seu laxismo de governantes, o seu madraço
afastamento dos cidadãos contribuintes e eleitores fazem precisamente o
contrário- roubar, roubar e roubar, eis o principal objectivo do virtuoso
maestro desta sinfonia lúgubre que é o estúpido, ignorante crasso, teimoso e
burro Pedro Passos Coelho parafascista, agarrado ao mando como as lapas às
rochas da praia, de cujas mãos a poetisa e prosadora Maria Teresa Horta se recusou,
peremptoriamente, a receber um galardão literário!
Portugal é uma terra
de vigaristas, meus senhores!
Vigaristas e
tubarões, competentes apenas no roubo e na mentira!
Depois,
e depois, depois temos ainda e assim um espécime raro de tartufo chamado Presidente da República também
envolvido em alguns malabarismos do antigamente e de agora quando ainda
continua a escrever e muito melhor do que ele, Molliére, claro se torna, a
inacabada comédia de Mollière porque a este
lhe faltava o fôlego da sofisticação da impressionante comicidade que o
Professor da Fonte de Boliqueime consegue
pôr em tudo o que faz, diz ou escreve.
Canibal
António Cavaco e Silva, em cuja cabeça moram cifrões, teorias económicas e
financeiras para tornar mais ricos os poderosos como sempre o fez e criado dos quais
foi e até ao final da vida o vai ser, e mais pobres os pobres, é o máximo
conivente no e pelo estado da Terceira República e da politica retrógrada
anti-Portuguesa, antipatriótica e antipopular praticada pelo burgesso Passos
Coelho que leu um ordinário manual de politica e pelo seu complementar elenco
de felinos, por exemplo, Mota Soares que diz que a sopa dos pobres é boa porque
é um exercício da caridade Cristã (que morra bem de pressa para ficar junto de
deus este mocinho pascácio que marida
com Passos Coelho !)! - Cavaco Silva atasca-se em lodo porque não demite o
governo que apadrinha tanto fora como no "mentidero" do Palácio de S.
Bento ainda que se não encontre lá, Canibal Cavaco Silva não tem ódios e por isso,
abraça paternamente Paulo Portas, esquecendo todas as afrontas passadas o que
também é uma maneira subtil de materializar um ódio amassado com o azedo
fermento da vingança que rendeu muitos juros de mora agora pagos, Cavaco Silva,
o simpático analfabeto algarvio metafórico, aquele que não tem a mínima
preparação cultural, humanística, humana, que não sabe falar direito ou que em
cada cinco frases estudadas diz o dobro das asneiras, sempre convencido e
compenetrado na sua poupinha de laca seca e gravata de nó em coração, tão lindo
e estimado, não é mais que uma bruma volátil que se esvai ou um ai magoado que
alivia o peso bruto da vida que subiu a pulso, egoísta, de olho no umbigo, este
senhor presidente é um eflúvio pálido de estadista à bruxuleante luz dos
preceitos constitucionais em que alicerça a sua dignidade de fantasia e de
convencimento.
Em
prosaica terminologia Aníbal Cavaco Silva é um audacioso trepador egotista,
um Romeu envelhecido que namora o poder e dele se tem servido para crescer
sempre sem um sorriso fresco ou um gesto de solidariedade- Anibal Cavaco Silva
é a audácia do PPD, Anibal Cavaco Silva é a mais "lídima" pureza da
contradição porque ao seduzir, engana e, ao enganar come, chupa e morde os
beiços de matreiro feliz pelos golpes de atrevimento e da "sorte" com
que a politica tem prendado a manipulação de todo o seu percurso ziguezagueante,
quer lambendo patrões quer tomando a posição de patrão, quer mentindo, quer
afastando-se cada vez mais de toda a gente- Anibal Cavaco Silva é um suspiro
derradeiro dentro da assimetria de um balão apertado pelas tenazes de quase
vinte anos de profissionalismo politico- Anibal Cavaco Silva é a metafísica da
coligação PPD-CDS e a utopia dardejante de si mesmo, o feliz, o autentico, o
realizado politico que come à custa da miséria dos Portugueses de 2013!
Como
primeiro ministro Canibal Cavaco Silva recebia um bilião de escudos diariamente
e mandou abater barcos de pesca e na agricultura deu golpes mortais, agora,
como Presidente da República em duplicado, Anibal Cavaco Silva diz que o futuro
do País está no mar e no campo- extraordinário Cavaco!
Por
tudo Canibal Cavaco Silva é um concubino do governo PPD--CDS que tolera toda a
injustiça social que devora Portugal- cá dentro é mais um tirano com renques de
nódoas negras na gramática que fazem rir um povo afligido que já se não
alimenta por si mesmo mas que vai à sopa pública dos pobres e às iniciativas da
moderna Isabel Jonett e lá fora serve de
gáudio para erguer a troça internacional em bandeira ridícula pelas fífias que
dele fazem um Chefe de Estado pífio, oligofrénico e sem sentido da politica
extrema credível de representação de um País- País envergonhado, acabrunhado e
que mendiga pão e trabalho!
Anibal
Cavaco Silva é mesmo mentalmente desonrado e desonesto, desonrado porque não
respeita nem honra a tradição cientifica da sua antiga escola, por onde passou Bento
de Jesus Caraça, grande pedagogo e homem de cultura universal de quem foi professor o matemático Mira Fernandes, de
renome internacional, professor também dos Institutos Comercial de Lisboa e
Superior técnico, não honra nem pelo nível mental nem pela cultura caseira,
sequer pelo esforço que nunca fez em
acompanhar as manifestações do humanismo universitário e cultural, é desonrado por
isto, é desonesto porque não cumpre o preceito constitucional que manda
dissolver a Assembleia da República e varrer a lixeira em que o governo PPD-CDS
transformou o País!
Minhas senhoras e
senhores!
Meus queridos amigos!
A
ânsia de subir na vida está bem patente na autobiografia de Cavaco Silva
tornada publica por "Temas e Debates" em 2002, no primeiro volume e
aí, numa prosa melada que procuro entender, mostra-se grato pela domesticação
paterna que o vai conduzir a ser um
óptimo cumpridor e um excelente triunfador na sua vida pessoal, quase mesmo se
arrependendo por ter feito tropelias porque tinha de ser um homem útil a si
mesmo e ao País, um homem proveniente daquele Algarve mesquinho e apenas com o
sentido do brio pessoal e do êxito profissional- nada mais que o brio pessoal,
só o brio pessoal para o qual a respectiva ascensão académica a família
"pobrezinha" não foi capaz de
oferecer mais alternativas, reconhece-o ele a páginas tantas… Mas isso foi
muito bom, o brio pessoal é um enorme estimulo para se ser alguma coisa de
grande significado na vida, não somente individual mas também que possa
reverter em beneficio de utilidade para o bem da comunidade em que se está inserido
e de que se é proveniente...
Ora Cavaco não fez isso pois as suas vivencias conduziram-no
a um estado de egocentrismo pessoal condenável e a uma mediocridade mental
assustadora para o País e para toda a
comunidade humanística que considera a cultura e a sabedoria o apogeu cívico da
elevação participativa na vida e na feitura de melhores dias de felicidade
humana e alegria de estar vivo para toda a gente!
Infelizmente
o Professor Doutor Aníbal António Cavaco e Silva é não só um arquétipo da
desgraça mental, um exemplo vivo do embuste politico e um pouco- chinho de gente que delapidou esperanças e
amarfanha o País com o seu discurso alam-
-bicado, completamente sem nada, uma pobre rapalha que se
soltou de si e que o vento arrasta pelo ar como alguma coisa que não presta
para nada mesmo!
Amigos!
Se
a grande pecha da coligação PPD-CDS é estar agarrada ao poder como os ditadores
que o não largam a não ser pela violência, há outras atitudes próprias de
ditadores em Portugal deste 2013- a policia nas ruas em tempo de manifestações
com agentes à paisana para prender e identificar cidadãos ou a bufaria nos
empregos para delatar quem não concorda, há a colonização mental politica
levada a cabo pela coligação PPD-CDS, há a banalização de toda a espécie de
violência que atravessa os discursos da "inteligência" oficial
consagrada e a sua praxis, há a venda do património moral, cultural, económico
e humano do País, há toda a mamata que enche os estômagos destes linces
assanhados e a banalização que eles fazem de todo o sofrimento do País- o
governo PPD-CDS é ditatorial e tornou-se nojento!
Quanto
ao brioso, escrupuloso, cumpridor, quanto ao político incorrupto, aquele que
subiu a corda da vida a pulso forte e honesto e pisou os degraus da grandeza da
realização pessoal, quanto ao Professor Doutor Aníbal António Cavaco e Silva, o
asséptico em linha recta como pessoa indevassável, quanto a ele, lembro que
deve pôr todas as grãn-cruzes e colares ao peito que ganhou em todas as
quermesses, e são muitas, e são muitas, os diplomas que o consagram como um
grande "intelectual" e que deve passear-se com todas essas bugigangas
falidas nas ruas do Pais por uma simples e trivial razão- sabem qual é a razão pela
qual deve exibir medalhas, galardões, diplomas e atirá-los ao rioTejo que lava
todas as imundices ou mete-los na sanita, descarregando o autoclismo, sabem a
razão pela qual deve fazer isso, sabem? Essa razão vai a seguir…
Companheiros!
Há na Historia
Portuguesa recente, tão recente que tem trinta e nove anos apenas, há nessa
historia, filha dos nossos dias mais sagrados e puros, há na alegria dos dias
dessa historia que se vai tornando cada vez mais historia, nela há um homem da
Escola Pratica de Cavalaria de Santarém chamado Fernando José Salgueiro Maia,
um homem humilde, filho de gente
humílima, licencido em Ciências Politicas e Sociais pela
Universidade Clássica de Lisboa, um homem que todos os postos políticos e
diplomáticos rejeitou, um homem de negros colhões, há um homem a quem Canibal António Cavaco e Silva ofendeu
violentamente!
Passo
a transcrever pela razão apontada há pouco aquilo que a explica cabalmente:
Cavaco Silva vai finalmente homenagear
Salgueiro Maia, considerado o mais lídimo dos capitães de Abril. No âmbito das
comemorações do 10 de Junho, que este ano decorrem na cidade de Santarém, o
Presidente da República irá depositar uma coroa de flores junto à estátua de
Salgueiro Maia.
Há vinte anos, quando era primeiro-ministro, Cavaco
Silva recusou-se a conceder àquele militar uma pensão "por serviços
excepcionais e relevantes". A atitude do então chefe do Governo provocou
um sonoro coro de protestos, tanto mais que foi conhecida aquando da concessão
de uma idêntica pensão a dois inspectores da extinta PIDE/DGS.
Contactada pelo Expresso, a viúva de Salgueiro Maia
manifestou a sua "satisfação" pela homenagem que o Presidente decidiu
prestar ao capitão de artilharia, responsável pela rendição de Marcelo Caetano
no quartel do Carmo, na tarde de 25 de Abril de 1974. Natércia Maia não conhece
pessoalmente Cavaco Silva. "Só me cruzei com ele uma vez, quando António
Guterres tomou posse como primeiro-ministro. Não estava à espera desta
homenagem e fiquei contente, pelo que representa de reconhecimento do papel do
meu marido e dos valores com que ele sempre se identificou".
Natércia Maia estará presente, às 10 horas da manhã do
Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, junto ao monumento
erguido ao seu marido. O mesmo não acontecerá com o presidente da Associação 25
de Abril. "Nós não fomos convidados e só soubemos pelos jornais",
lamentou o coronel Vasco Lourenço. "Neste caso aplica-se o ditado: a
casamentos e baptizados...". Vasco Lourenço observou que a associação que
lidera "nunca foi convidada pelo Presidente Cavaco Silva para as
cerimónias do 10 de Junho. Ao contrário do que sucedeu com os anteriores
Presidentes da República".
Em 1988, o próprio Salgueiro Maia requereu a concessão
de uma pensão destinada a contemplar os chamados "serviços excepcionais ou
relevantes prestados ao país". A atribuição daquela pensão dependia
obrigatoriamente de um parecer favorável do Conselho Consultivo da Procuradoria
Geral da República. Com data de 22 de Junho de 1989, o parecer, votado por
unanimidade, sublinhava que "o êxito da Revolução muito ficou a dever ao
comportamento valoroso e denodado daquele que foi apodado de Grande Operacional
do 25 de Abril". Enviado ao primeiro-ministro e ao ministro das Finanças,
o parecer nunca foi homologado.
Esta recusa só viria a ser conhecida três anos depois,
quando o executivo de Cavaco concedeu a mesma pensão a dois inspectores da
extinta PIDE/DGS, António Augusto Bernardo e Óscar Cardoso. Bernardo foi o
último chefe da delegação da DGS em Cabo Verde, enquanto Cardoso foi um dos
pides que se entrincheiraram na sede da rua António Maria Cardoso e que fizeram
fogo sobre uma pequena multidão, tendo causado os únicos quatro mortos da revolução.
Esta estranha dualidade de critérios do Governo
provocou uma enorme tempestade política, que culminou com um polémico processo
judicial instaurado pelo Supremo Tribunal Militar contra Francisco Sousa
Tavares, devido à virulência das críticas que fizera na sua coluna no jornal
"Público".
Por outro lado, o então Presidente da República, Mário
Soares, também se demarcou ostensivamente. Dois meses depois dos dois ex-pides
serem agraciados, Soares escolheu o Dia das Forças Armadas para condecorar, já
a título póstumo, Salgueiro Maia com a Ordem Militar de Torre e Espada.
A escolha não foi por acaso: era a única condecoração
portuguesa que dava direito a uma pensão...
Texto publicado no
Expresso de 5 de Junho de 2009
AMIGOS MEUS!!!
Canibal
António Cavaco e Silva é um neonazifascista que suporta a tirania do governo
PPD-CDS cujas linhas de orientação são a destruição do estado social, a
repressão e o arregimentar de estúpidos como mais uma arma preciosa- Pedro
Passos Coelho é outro neonazifascista. Abaixo!!!
O
nosso 25 de Abril comemoram-mo-lo nós neste 5 de Outubro de 2013 com flores
brancas de candura imaculada no coração,
na alma erguida, enfebrecida, agarrados uns aos outros, ao querer que não
termina nem torce, à historia, à historia onde haverá sempre mulheres,
homens e crianças que têm sonhos de luz
no olhar dardejante e cravos vermelhos no coração e nos canos das espingardas!
VIVA A LIBERDADE!!!
VIVA UM PORTUGAL MAIS
JUSTO E MAIS FRATERNO PARA TODOS!!!
VIVAM TODOS OS PAÍSES
PELA FRATERNIDADE E PELA JUSTIÇA!!!
VIVA A LIBERDADE!!!
Daniel Nobre Mendes
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